Portos brasileiros precisam se preparar para impactos da crise climática, diz estudo

Os portos marítimos são infraestruturas fundamentais para a logística do comércio nacional e internacional, mas, por conta de suas localizações, estão particularmente expostos aos riscos climáticos crescentes, como vendavais, tempestades e aumento do nível do mar, eventos agravados pelo aquecimento global. De olho nesse fato, um novo estudo aponta para a necessidade de aumentar resiliência desses locais.

 

O trabalho, intitulado “Impactos e Riscos da Mudança do Clima nos Portos Públicos Costeiros Brasileiros” foi desenvolvido pela consultoria WayCarbon, em parceria com agência de desenvolvimento alemã GIZ e participação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

 

O estudo destaca que “o setor portuário brasileiro já vem sentindo os efeitos das mudanças do clima e, com a intensificação prevista para esses efeitos, os impactos sentidos serão cada vez mais severos, com potencial de gerar uma série de prejuízos para economia nacional”.

 

Atualmente, o país tem 36 portos públicos administrados pelo governo federal, por intermédio de empresas. Para que eles possam continuar exercendo o importante papel que desempenham na economia brasileira, “o estudo aponta que é preciso investir em adaptação, a fim de garantir a regularidade das operações e, consequentemente, a resiliência do setor”.

 

Segundo as análises do trabalho, pelo menos 11 dos 21 portos públicos analisados, ou seja, mais da metade, estão em alto risco de sofrer, até 2030 com o aumento do nível do mar e mais de 30% deles já possuem exposição muito alta a eventos como vendavais, número que tende a aumentar nos próximos anos, se adaptações para garantir a resiliência não forem feitas.

 

“Conforme a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o setor portuário brasileiro possui um potencial crescente de expandir suas operações, aumentando cada vez mais a sua influência na economia nacional. Mas, para isso, precisa se preparar melhor para os impactos e riscos da crise climática”, informou reportagem do Um Só Planeta.

 

Imagem: Pixabay

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