Estudo da Carbon Brief, foi o primeiro a incluir as emissões da destruição de florestas e outras mudanças no uso da terra.

Brasil está entre os dez maiores emissores de CO2 desde 1850

Uma análise inédita apontou os dez países que mais emitem gases de efeito estufa – o Brasil está na lista. E revelou que seis desses 10 ainda não apresentaram metas ambiciosas em cortes de emissões antes da 26ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 26), que ocorre em Glasgow, em novembro.

 

A análise, produzida pela Carbon Brief, mapeou as emissões totais de dióxido de carbono dos países desde 1850. É o primeiro estudo a incluir as emissões da destruição de florestas e outras mudanças no uso da terra ao lado de combustíveis fósseis e produção de cimento. Isso empurra o Brasil e a Indonésia para o top 10, ao contrário das anteriores, quando apenas as emissões de combustíveis fósseis eram consideradas.

 

O estudo destaca que o dióxido de carbono permanece na atmosfera por séculos e a quantidade acumulada de CO2 emitida está intimamente ligada ao 1,2° C de aquecimento que o mundo já viu. Os dados também mostram que a humanidade já usou 85% do “orçamento” de CO2 que daria ao planeta 50% de chance de limitar o aquecimento a 1,5 ° C, uma das metas acordadas como limite pelo Acordo de Paris, em 2015.

 

“Nas negociações da ONU, as emissões históricas sustentam as reivindicações de justiça climática feitas pelas nações em desenvolvimento, juntamente com a disparidade na riqueza das nações. Países que enriqueceram com combustíveis fósseis têm a maior responsabilidade de agir, dizem as nações em desenvolvimento, e de fornecer fundos para o desenvolvimento e proteção de baixo CO2 contra os impactos do aquecimento global”, destaca reportagem do The Guardian.

 

O texto também lembra que é fundamental diferenciar a capacidade das nações ricas e pobres de financiar a ação climática, conforme fala de Tom Athanasiou, sócio do Projeto de Referência em Equidade Climática: “A responsabilidade histórica é um princípio de equidade fundamental, mas não é o único”, afirmou. “Considerar a capacidade é essencial para evitar que a ação climática aconteça nas costas dos pobres.”

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