Emissões de carbono caem 6% em2020. Leia mais em Convergência pelo Brasil

Com metas atuais, emissões de carbono cairão apenas 40% até 2050

A Agência Internacional de Energia (AIE) incitou os líderes que vão participar da COP26 a apresentar planos mais concretos para reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa. Segundo análises da organização, mesmo que os países consigam cumprir seus planos atuais, vão conseguir reduzir 40% da meta líquida de zero até 2050.

 

Em seu relatório mais recente, o World Energy Outlook  2021, a AIE disponibiliza uma uma espécie de guia que lista oportunidades, benefícios e riscos futuros neste momento vital para transição para a economia de zero carbono. O WEO é a fonte de análise e projeções mais importante do mundo da energia e tem aparecido todos os anos desde 1998. 

 

A organização ressaltou a enorme diferença entre os planos atuais e a mudança necessária para atingir a meta líquida zero e recomendou que sejam feitos investimentos significativos na próxima década. O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, disse ao The Guardian que as principais economias em recuperação da Covid-19 já estão perdendo a oportunidade de estimular o investimento em energia limpa. “Estamos testemunhando uma recuperação insustentável”, afirmou, lembrando o crescente uso de carvão em algumas áreas, apesar de todos os alertas.

 

Birol também destacou que as economias em desenvolvimento precisam se comprometer mais com a redução das emissões de carbono. Mas foi claro ao afirmar que isso não pode ocorrer sem que líderes de nações mais ricas que participam da COP26 tomem medidas para pressionar os investidores privados e organizações, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, a destravar o fluxo de dinheiro em economias emergentes e a priorizar projetos de energia limpa.

 

“Se você investir em fontes de energia antigas, fontes de energia sujas, você está arriscando perder seu dinheiro. Se você investir em energia limpa, você vai ter lucros melhores”, disse o diretor executivo da AIE. A organização afirmou ainda que grande parte do investimento extra necessário para atingir a meta poderia ser feito com relativa facilidade e que mais de 40% da redução necessária nas emissões poderiam vir de medidas que “pagam por si mesmas”. Melhorar a eficiência, limitar o vazamento de gás ou instalar energia eólica são alguns exemplos.

As informações são do  The Guardian.

 

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