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A concentração de CO2 é 50% maior do que no período da Revolução Industrial. Os níveis de metano mais do que dobraram desde 1750.

Mesmo com pandemia, níveis de gases de efeito estufa batem novo recorde

Apesar das restrições impostas pela pandemia e da diminuição das emissões noticiada no início das medidas restritivas, os níveis de gases de efeito estufa (GEE) bateram novo recorde em 2020.   Levantamento divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) da ONU, afirma que todos os principais GEE aumentaram mais rápido em 2020 do que a média da década anterior e essa tendência continua em 2021. A concentração de dióxido de carbono é 50% maior do que no período da Revolução Industrial. Os níveis de metano mais do que dobraram desde 1750.   As informações são um alerta para os países que vão participar da COP26 em novembro, em Glasgow. “Estamos muito fora do caminho”, afirmou o chefe da OMM, Petteri Taalas. “Na atual taxa de aumento nas concentrações de GEE, veremos um aumento de temperatura até o final deste século, muito além das metas do Acordo de Paris.”    A intenção

Plástico é o ‘novo carvão’, diz relatório

Especialistas já estão chamando o plástico de “o novo carvão”. Um novo relatório, recém divulgado, afirma que o a indústria de plástico dos Estados Unidos está liberando pelo menos 232 milhões de toneladas de gases do efeito estufa todos os anos, o que pode fazer com que o setor ultrapasse o carvão se continuar crescendo no ritmo atual.   O trabalho, divulgado pelo projeto Beyond Plastics da Bennington College, mostrou que a quantidade de gases lançados por essa indústria é comparável a 116 usinas a carvão de tamanho médio. Os dados mostram que 90% da poluição relatada pela indústria do plástico ocorre em apenas 18 comunidades, onde os residentes ganham 28% menos que a média das famílias americanas e têm 67% mais chances de serem comunidades minoritárias.   “O plástico é o novo carvão e é uma grande preocupação da justiça ambiental… Os impactos na saúde das emissões são desproporcionalmente

Com investimentos e políticas públicas, PIB do setor pode aumentar em 30 vezes em 20 anos, mostra estudo da The Nature Conservancy.

Economia da floresta pode gerar renda de R$ 170 bilhões até 2040 no Pará

O estado do Pará tem um enorme potencial para se tornar referência mundial na economia da floresta (sociobioeconomia), valorizando a floresta amazônica e contribuindo para a preservação do bioma. Segundo um novo estudo, divulgado nesta terça-feira (19/10) durante o Fórum Mundial de Bioeconomia, a renda total gerada com as cadeias produtivas do açaí, cacau-amêndoa, castanha, copaíba, cumaru, andiroba, mel, buriti, cupuaçu e palmito, pode chegar a R$ 170 bilhões em 2040, um aumento de mais de 30 vezes em relação ao seu montante atual. Para isso acontecer, é preciso investimentos e políticas públicas adequadas.   Foram considerados 30 produtos da sociobiodiversidade paraense, com informações e análises sobre a agregação de valor ao longo de toda a cadeia produtiva. Dados do trabalho mostram que, em 2019, o PIB gerado pelas cadeias desses produtos foi de R$ 5,4 bilhões, valor quase três vezes maior do que o registrado pelas estatísticas oficiais do