nOTÍCIAS E ATUALIDADES

Derrubada de florestas

Gestora de US$ 120 bi pressiona empresas brasileiras para salvar Amazônia

A Storebrand Asset Management, que administra US$ 120 bilhões em ativos, vai direcionar o seu ativismo climático para as empresas brasileiras.   A mudança ocorre, segundo Jan Erik Saugestad, CEO da Storebrand, depois de ver o distanciamento do governo brasileiro do compromisso de proteger as florestas. “Faltou política nos últimos dois anos” e isso “afastou o Brasil ainda mais da meta de reduzir o desmatamento ilegal”, disse.   “Entraremos em contato com mais de 50 empresas para pressionar ainda mais”, disse Saugestad. Ele não revelou quais empresas serão alvo da ação e se limitou a informar que são empresas que se beneficial da extração ilegal de madeira na Amazônia.   “Fizemos uma análise de risco abrangente de nossos investimentos e identificamos empresas com alta exposição ao risco de desmatamento”, disse.   A Storebrand lidera um grupo de fundos (que, juntos, administram um total de US$ 3,7 trilhões) engajados numa campanha

Descubra quais setores são os maiores emissores de gases de efeito estufa no Brasil. Acesse o site da Convergência pelo Brasil.

Ecocídio: advogados ambientais querem criminalizar destruição ambiental

Um grupo de advogados de uma organização chamada Stop Ecocide Foundation (Fundação Parem o Ecocídio, em tradução livre) quer tornar a destruição ambiental, seja por ato ou omissão, um crime ambiental.   Eles fazem pressão para que crime de ecocídio seja incluído na lista de crimes sob jurisdição da International Criminal Court (Corte Criminal Internacional).   Ecocídio teria a seguinte definição: “atos ilegais ou arbitrários cometidos com o conhecimento de que há probabilidade substancial de danos ambientais graves e generalizados ou de longo prazo causados por esses atos”.   O crime também levaria em conta atos de omissão, como falha em evitar um aumento nas emissões de gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global.   A ideia não é nova. O termo ecocídio foi cunhado nos anos 70 pelo biólogo americano Arthur Galston. Em 1972, primeiro ministro da Suécia, Olof Palme, classificou como ecocídio o uso de

Estudo do Climate Policy Initiative sobre a Zona Franca de Manaus. Leia em Convergência pelo Brasil.

Estudo do Climate Policy Initiative sugere formas de aprimorar Zona Franca de Manaus

A Zona Franca de Manaus (ZFM) reúne atualmente pouco mais de 500 indústrias. No local, também chamado de Polo Industrial de Manaus (PIM), são produzidos eletrodomésticos, como aparelhos de TV e ar condicionado, motos e eletroeletrônicos, como smartphones. Em 2019, as empresas da região tinham cerca de 80 mil funcionários, com um faturamento conjunto de R$ 105 bilhões, segundo a Suframa.   A existência da ZFM depende de incentivos públicos fiscais. Em 2019, eles ficaram na faixa dos R$ 5 bilhões, segundo a Receita Federal.   Mas a Zona Franca de Manaus não é uma zona franca típica, em que a concessão de benefícios às empresas tem como objetivo incentivar o comércio exterior. A verdade é que 65% da aquisição dos insumos venha do exterior e apenas 2% do faturamento do PIM é relacionado às vendas no mercado internacional. Ou seja, as empresas da ZFM atuam, em boa medida, como