IDIOMA

QUEM SOMOS

A Convergência pelo Brasil nasceu da mobilização de ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central em torno da percepção de que a recuperação da economia brasileira pós Covid 19 implicará imensos desafios à sociedade. E, também, da convicção de que para reparar os problemas sociais e econômicos agravados pela crise sanitária, e voltar a crescer de forma sustentável, o país terá de considerar os riscos climáticos na definição de medidas de ajuste e estímulos internos, bem como nas ações voltadas a ampliar sua integração internacional.

Como ressalta a carta-manifesto, da qual foram signatários os ex-ministros e ex-presidente do BC, e que marcou a criação da Convergência para o Brasil: superar a crise exige a convergência em torno de uma agenda que nos possibilite retomar as atividades econômicas, endereçar os problemas sociais e, simultaneamente, construir uma economia mais resiliente ao lidar com os riscos climáticos e suas implicações.

Contrariando as expectativas daquele momento, agosto de 2020, a pandemia ainda não foi vencida e os problemas persistem. Nesse curto período, o Brasil se distanciou ainda mais dos princípios ambientais, sociais e de governança (ESG) que norteiam cada vez mais as economias desenvolvidas e suas relações entre países.

Enquanto um número cada vez maior de países e empresas pelo mundo estabelecem políticas e metas para zerar suas emissões líquidas de carbono, no ano passado o Brasil assistiu a um aumento do desmatamento na Amazônia, e a queimadas descontroladas no Pantanal. Tudo diante da impotência dos órgãos incumbidos de fiscalizar e coibir tais crimes, cujas estruturas têm sido sistematicamente esvaziadas.

Tal desalinhamento em relação a valores ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) fez aumentar o distanciamento do Brasil em relação a seus pares globais, o que torna ainda mais complexos os esforços necessários para a recuperação sustentável da economia.

Como afirmamos em nossa carta-manifesto, ampliar a cooperação internacional em relação ao clima contribuirá para alinhar as políticas e ações públicas, conjuntamente apoiadas pela iniciativa privada e pela sociedade civil, aos compromissos assumidos no Acordo de Paris.

Reafirmamos, assim, nosso engajamento aos quatro princípios que estabelecemos como fundamentais às mudanças que acreditamos vitais ao país: de alcançar uma economia de baixo carbono, zerar o desmatamento na Amazônia e no Serrado, aumentar a resiliência climática, e impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias. E damos agora um passo além em relação àquele manifesto.

A Convergência pelo Brasil é agora uma iniciativa, um fórum, cujo propósito é disseminar conhecimento e promover o debate sobre mudanças climáticas e economia. Para isso, estamos criando um portal, uma plataforma com conteúdo amplo e diversificado para informar a fomentar discussões sobre temas relevantes dessa agenda de transformações.

A formulação de diretrizes de política econômica tendo como perspectiva também as questões climáticas é um imperativo, já presente na agenda das maiores economias do planeta, que rumam ao chamado "green new deal".

Questões que devem estar no topo das nossas prioridades também, sob pena de o Brasil desperdiçar todo o seu capital ambiental e o potencial de suas corporações, o que aprofundaria ainda mais nossas mazelas econômicas, sociais e ambientais.