Desastres naturais mais frequentes podem reduzir a economia da União Europeia em 10% sem novas políticas para conter mudança climática.

Custos da mudança climática excedem custos de transição, diz relatório

Bancos e empresas da zona do euro arriscam perdas econômicas e instabilidade financeira caso a região não faça uma transição firme e ordenada para a economia de zero carbono, segundo o Banco Central Europeu (BCE).

 

A autoridade monetária europeia divulgou um estudo que mostra que, até o final do século, desastres naturais mais frequentes e mais graves podem reduzir a economia da União Europeia em 10% se não forem introduzidas novas políticas para mitigar a mudança climática. Em comparação, os custos de transição não seriam mais do que 2% do Produto Interno Bruto.

 

O estudo integra um esforço dos formuladores de políticas para apoiar a transição para um mundo de carbono líquido zero.

 

“Os custos de transição a curto prazo são pálidos em comparação com os custos da mudança climática sem restrições a médio e longo prazo”, disse o relatório publicado no dia 22.

 

O BCE utilizou dados de 2,3 milhões de empresas e 1.600 bancos da zona do euro para analisar o impacto de três resultados sobre a economia. No primeiro, há uma transição ordenada que contém o aquecimento global para 1,5º C em comparação com a era pré-industrial. Depois há uma “transição desordenada”, na qual os países atrasam a tomada de medidas até 2030 e depois têm que fazer mudanças políticas abruptas e dispendiosas para conter o aquecimento a 2º C. O terceiro resultado, o chamado “mundo da casa quente”, não envolve mais ações para mitigar a mudança climática e os custos das catástrofes naturais são “extremamente altos”.

 

Sob o caminho ordenado da transição, uma empresa média da zona do euro estaria um pouco mais alavancada, teria menor rentabilidade e maior risco de inadimplência nos próximos quatro ou cinco anos devido ao custo do cumprimento de políticas verdes, tais como impostos de carbono e substituição de tecnologias. Mas então os benefícios da transição entrariam em vigor.

 

Em comparação, em uma transição desordenada, a rentabilidade dessa mesma empresa cairia mais de 20% até 2050 e a probabilidade de inadimplência aumentaria em mais de 2%. No cenário “mundo da casa quente”, onde nenhuma ação climática é tomada, a rentabilidade cairia 40% e a probabilidade de inadimplência seria 6% maior.

 

As informações são do The New York Times.

 

O relatório completo pode ser lido aqui.

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